Manaus, 20 de julho de 2024

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez nova avaliação para o desempenho do Brasil neste ano e elevou, de 2,1% para 3,1%, a expectativa de crescimento da economia brasileira. Se o organismo estiver certo, o primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será melhor do que o último do governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, o País cresceu 2,9%. “A revisão em alta para 2023 desde julho reflete um crescimento mais forte do que o esperado no Brasil, impulsionado pela agricultura dinâmica e serviços resilientes no primeiro semestre de 2023”, justifica o FMI.

O consumo também permaneceu forte, apoiado por medidas de estímulo fiscal, acrescentou. O FMI também melhorou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2024, mas ainda assim vê a economia crescendo menos. O Fundo espera que o país apresente avanço de 1,5%, contra alta anterior de 1,2%.

A perspectiva do FMI é mais otimista do que a do Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira, 9, no qual a expansão é de 2,92% do PIB. Para 2024, o levantamento também mostra expectativa de expansão de 1,5%. Já o Ministério da Fazenda projeta aumento de 3,2%, em 2023, e de 2,3%, em 2024. As novas projeções constam no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira, 10, às vésperas das reuniões anuais do FMI, em Marrakesh, no Marrocos.

O cenário desenhado coloca o Brasil em ritmo superior ao do crescimento esperado para a economia global neste ano, mas abaixo do previsto para países emergentes e em desenvolvimento, de 4%. Economias como China, Índia e México devem crescer em ritmo superior ao do Brasil, na visão do Fundo. No longo prazo, o país deve seguir crescendo de forma tímida. O FMI prevê alta de 2,0% do PIB local em 2028.

Inflação e desemprego

O FMI espera que a inflação no Brasil também melhore em 2023, para 4,7%. No ano passado, foi de 9,3%. E essa é a tônica à frente. Na visão do Fundo, a inflação brasileira deve se reduzir ainda mais em 2024, para 4,5%. “A recente decisão do Brasil de adotar uma meta contínua (em vez de ano-calendário) de inflação de 3% a partir de 2025 é um exemplo concreto de uma melhoria na eficácia operacional e na estratégia de comunicação, ajudando a reduzir a incerteza e a aumentar a eficácia da política monetária”, diz o FMI, no relatório.

Segundo a instituição, a política monetária adotada pelo Brasil é consistente com a convergência da inflação. O BC brasileiro foi um dos primeiros a cortar os juros, ao lado de Chile e Uruguai. Isso foi possível conforme o Fundo, porque o órgão começou a fazer o trabalho de combate à inflação mais cedo. Já a taxa de desemprego do Brasil deve ficar em 8,3% neste ano contra 9,3% em 2022. Para 2024, o FMI espera que melhore um pouco mais, para 8,2%.

Com informações do site JP Notícias
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