Manaus, 25 de julho de 2024

Idosa de 80 anos afirmou à polícia que dormiu três noites ao lado do cadáver do marido sem notar que ele havia morrido em Campinas (SP).

São Paulo – A causa da morte de Hélio de Noronha, de 64 anos, ainda é permeada por dúvidas, uma semana depois que um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou seu óbito, em Campinas, no interior paulista. A polícia investiga o caso.

O cadáver permaneceu por três dias sobre a cama e sua companheira, de 80 anos, afirmou em depoimento à Polícia Civil que não havia percebido a morte do marido, ao lado do qual teria dormido durante este período.

O caso foi registrado no boletim de ocorrência como morte suspeita, porque o médico que analisou o corpo “não atestou morte natural”.

Em nota enviada na tarde desta segunda-feira (19/6) ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil aguarda laudos periciais, em elaboração, para avançar nas investigações.

“Tão logo forem finalizados, serão analisados pela autoridade policial.” As investigações seguem “para esclarecer os fatos.”

A versão da idosa deixou alguns familiares desconfiados. Eles afirmaram ter sentido o cheiro do corpo, já em processo de decomposição, da calçada em frente à residência do bairro Jardim Ouro Verde, quando a morte dele foi confirmada no último dia 12.

Análises preliminares da Polícia Científica mostram que o corpo de Hélio, “já em estado de putrefação”, estava sem vida de três a quatro dias antes de ser encontrado pelo Samu.

Investigações da Polícia Civil de Campinas levantaram que Hélio caiu de um andaime, em novembro de 2022, sofrendo politraumatismo, com contusão pulmonar. Desde então, ele tinha acompanhamento médico.

Fonte: Metrópoles