Manaus, 20 de julho de 2024

Manaus é uma das 20 cidades do Amazonas com sinal 5G. A oferta do serviço por empresas de telefonia já ocorre há nove meses, mas muita gente ainda enfrenta dificuldades para realizar tarefas básicas na internet.

É o caso da agente de viagens Juliane Freitas. Ela contou que a empresa onde trabalha faz cerca de 90% dos atendimentos de forma online, e quando há problemas de conexão, as vendas são impactadas.

“Toda vez que há instabilidade da internet, temos que pausar nosso atendimento, devido à instabilidade de sinal e conexão. E como o nosso atendimento é 90% online isso nos impacta bastante”, afirmou.

O consultor de comunicação digital Bruno Rodrigues também disse que sofre com o problema diariamente.

“Já fiz algumas reclamações com as operadoras e as respostas são sempre as mesmas, que vão resolver os problemas em tantas horas, que a conexão vai estar reestabelecida, mas até a gente conseguir isso, já perdemos algum contrato, algum cliente, deixamos de fechar alguma venda e perdemos, principalmente, a credibilidade do nosso trabalho”, afirmou.

Segundo o coordenador de TI do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), Matheus Azevedo, os problemas na oferta do serviço de internet podem estar relacionados à localização da região.

“Um dos maiores desafios da Região Amazônica é sua localização geográfica, que dificulta a passagem de fibras de conexão da internet banda larga. Então a forma de melhoria desse serviço é o aumento de fomento de investimento”, disse.

Quem se sentir lesado pela deficiência na oferta do serviço de internet também pode acionar a justiça, conforme explicou o advogado Flávio Terceiro.

“Os serviços de internet e telefonia são considerados serviços cobertos pelo Código de Defesa do Consumidor, então o consumidor está protegido pelas mesmas normas de serviço bancário, de serviço de energia elétrica. E se ele não está tendo esse serviço prestado de forma a contentar o que está esperando, pode acionar a justiça”, afirmou.

*Com colaboração de Nainy Castelo Branco, da Rede Amazônica.

Fonte: G1 Amazonas