Manaus, 14 de julho de 2024

A Argentina se prepara para um segundo turno eleitoral, com Sergio Massa, ministro da Economia e membro da coalizão União pela Pátria, enfrentando o candidato ultraliberal, Javier Milei, do partido A Liberdade Avança. O resultado das eleições surpreendeu, à medida que Massa conseguiu superar o favorito nas pesquisas. O segundo turno está agendado para 19 de novembro, com mais de 90% das urnas apuradas, Massa lidera com 36,31% dos votos, enquanto Milei obteve 30,18%. Patricial Bullrich, da coalizão Juntos pela Mudança, ficou na terceira posição com 23,82% dos votos.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisava obter 40% dos votos, com o segundo colocado tendo menos de 30%, ou alcançar 45% independentemente da porcentagem dos outros candidatos. Mais de 35,4 milhões de argentinos estavam aptos a votar, além de eleger o presidente e vice-presidente, renovar 130 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e 24 das 72 do Senado, e nomear 43 representantes argentinos para o Parlamento do Mercosul (Parlasur), o órgão legislativo do bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Especialistas em relações internacionais apontam que estas foram as eleições mais complexas na Argentina desde a redemocratização do país em 1983, devido às consequências da crise que afeta a população, especialmente nos aspectos econômicos e político-institucionais. Analistas já antecipavam a necessidade de um segundo turno, com Milei liderando em votos, seguido por Massa.

Pesquisas citadas pelo jornal argentino ‘La Nación’ indicavam Milei à frente de seus concorrentes. Ao todo, 12 pesquisas foram realizadas, com resultados variando de 33% a 37,7% para Milei. Massa ocupava a segunda posição, com variações entre 26% e 32,2%, seguido por Patrícia Bullrich, com variações entre 21,8% e 28,9%. Esses resultados já indicavam a possibilidade de um segundo turno entre o candidato de extrema-direita e o peronista.